quinta-feira, 5 de abril de 2012

Retornando para Santiago

Levantei cedo da cama e tomei café aguardando a chuva parar, quando deu sai para rua, fui fazer umas comprinhas no mercado de artesanato que fica na rua principal, passei na agencia dos correios para despachar o postal do Cristiano - mandei selar e carimbar, estou levando em mãos que é mais rápido -, socializei mais um pouco...
Agora estou no hostel aguardando o horário do voo, chegando em Santiago acho que terei mais tempo para escrever, visto que, vou ficar apenas pelo bairro Bellavista, onde existem muitos bares e outros locais interessantes para fotografar e conhecer, comidas e bebidas para provar - entre uma degustação e outra pretendo escrever um pouco. 
Separei mais alguns trabalhos da tigradinha do Integrado em Informática para eu fazer a correção durante o voo de retorno, até chegar ao Brasil eu devo ter terminado todos - espero que tenham caprichado no último trabalho que deixei!


Por gentileza, aquele que comentar o post se identifique, de outra forma eu não poderei publicar.

Tocando no Walkman:

Dia do retorno para o continente.

Hoje é dia de retornar para Santiago, vou passar mais dois dias por lá, será pouco tempo para conhecer os  teatros, bares e galerias, mas se eu seguir no mesmo ritmo de 4h de sono por dia vai dar para ter uma ideia de como que é. 

Noite passada, no "buteco", presenciei uma "discussão" entre duas britânicas, uma de 23 anos e outra mais velha de 30 poucos anos. A discussão surgiu em torno das mulheres brasileiras, eu só escutando - por vezes pensei em me esconder em baixo da mesa!
Para a mais nova, as mulheres de uma forma geral, não só as brasileiras estão se comportando de maneira vulgar, e confundem "liberdade" com "promiscuidade". A mais velha começou a se esquentar e insinuou que ela pensava assim porque tinha tomado "galho" do namorado - não entendi o que ela falou, mas compreendi pelos gestos - e saiu da mesa e foi viver a sua "liberdade" com o pessoal que estava na mesa do lado.
É engraçado como algumas pessoas perdem o controle quando tem suas "idéias" confrontadas!

Passei o dia de ontem com a frase da senhora Rapa Nui na cabeça, e comecei a relacionar com pessoas conhecidas que não conseguem sequer compor uma fotografia, fazer um rabisco no papel ou que não "entendem" nada de música. E realmente, a maioria quando consegue demonstrar algum tipo de sentimento ou emoção, é por algo tipo um carro ou quando muito por um animal!

Estou matando tempo aqui, esperando porque o "comércio" da ilha não abre muito cedo -  será que todo mundo frequenta os "butecos" durante a noite! -, enquanto o tempo passa vou tomar banho e o café. Logo mais estarei saindo para rua para fazer umas "comprinhas" para "galera".

Tocando no Walkman:

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Tangata Manu


Um breve resumo sobre a competição do homem pássaro.

Durante o 2° período da ilha - esse perído compreende uma fase de crises, onde a população  que chegou a 15 mil indivíduos, estava dividida em castas e lutava entre si pelo controle da ilha, nesse período começou a derrubada dos Moai e também o abandono de seus costumes, e o centro do poder político/religioso mudou-se para a aldeia cerimonial de Orongo.
Um jovem guerreiro – matatoa - era selecionado em cada uma das castas/clãs para competir pelo ovo da gaivota manutara - havia a crença de que Hotu Matu'a era quem enviava as gaivotas para a ilha - em uma cerimônia anual chamada Tangata Manu - homem-pássaro.
A competição compreendia sair de Orongo, descer de o penhasco de 300 metros de altura, nadar até a ilhota em frente - aproximadamente 500m -, enfrentar os tubarões, apanhar um ovo no ninho da gaivota e nadar de volta à ilha com o ovo intacto.
O vencedor recebia o título de Tangata Manu e seria o representante do Deus Make-Make e o novo rei durante o proximo ano - ou o rei atual de seu clã podia manter-se no poder - e assim obtinha privilégios para todo o seu grupo. O vencedor ainda ganhava 3 virgens "brancas", as mulheres escolhidas deviam ser cultas - conhecer a historia do seu povo - e para ficarem brancas ficavam presas em uma caverna por períodos que se estendiam por mais de um mês!

O mapa está com a indicação de alguns locais errada, depois vou corrigir e entrar com as coordenadas geográficas de cada um.

O legal é que a última cerimônia ocorreu no ano de 1876, depois disso o ritual foi proibido pelos missionários católicos!
Tocando no Walkman:

With Arms Wide Open

Hoje levantei cedo como de costume, mas tive que esperar até as 9h para a chuva parar de cair. Ontem a noite quando eu voltava - do boteco - para casa, do nada começou a chover e não parou mais e da mesma forma hoje, do nada, parou e já abriu sol!
Sai para rua, socializei um pouco, conversei com um "lote" de pessoas, e fui para os lados dos quiosques na beira mar proximo ao porto. Eu estava lá sentado a mesa selecionando algumas fotografias e tentando conversar com a Giovanna, a piu bella de duas italianas que estão aqui e que também fala com as mãos - achei que eram só os gringos do sul que faziam assim - depois de alguma "conversa" e muitas fotografias descartadas - de cada 10 fotografias que eu tiro, aproveito uma! - ela me pergunta come si fare questo? - ela carrega um equipamento fotográfico semelhante ao meu e não tira uma fotografia que preste! -, sem pensar eu respondo, - feeling ! Uma senhora simpaticíssima, uma nativa Rapa Nui de semblante enigmático que estava servindo a mesa fala algo assim "Solo una persona lena de sentimientos es capaz de fotografiar bien, pintar y tambien cantar!", e mais alguma coisa que eu não compreendi, acho que era em Rapa Nui...

Saindo do quiosque peguei o carro e me larguei para ou outro lado da ilha - levei um camarada Sueco como copiloto e fiz um off road esperto. Comecei meu roteiro pelo vulção Rano Raraku, que se encontra no noroeste de Hanga Roa, depois fui para Orongo, o antigo centro cerimonial onde se realiza a cerimônia de maior importância do 2° período da ilha - culto ao homem pássaro. Está localizado próximo à cratera do vulcão. Em Orongo existem 53 casas construídas com "louça" de pedra e eram usadas pelos que representavam as tribos durante as cerimônias relacionadas com a concorrência do homem pássaro. Em seguida cheguei ao Ahu Akiki - centro arqueológico do setor de Roihi. Lá estão as estátuas que representam os primeiros sete exploradores que foram enviados pelo rei Hotu Matua de Hiva com o objetivo de explorar a terra desconhecida.
Na sequencia acho que veio Te Pito Kura - o umbigo do mundo - possui uma pedra com a forma redonda e magnética, segunda a lenda pode-se fazer três pedidos enquanto você toca nela - Sandra, fiz o teu pedido, Thais não fiz um pra ti, mas fiz para o Murilo, e para não ficarem dizendo que eu só faço pelos outros, o terceiro eu fiz para mim!
Estive na fábrica também - depois eu comento quando conseguir publicar as fotografias - e em outros lugares, mas os mais legais são esses, e por fim parei na praia Anakena, com águas calmas e transparentes, com areias coralíferas, - odeio sol e praia, mas o lugar é muito bonito, amanhã retorno lá para fotografar e quem sabe, dar umas "braciadas" no Pacífico, de cuécas porque o grosso aqui não trouxe calção de banho!
Passei também pelo "pico" Vinapu, onde fica uma das 10 ondas apontada pelos surfistas como as mais mortais do globo. A onda tem o mesmo nome do lugar ou ainda Papa Tangaroa. Para entrar e sair dela é preciso passar por entre pedras, correnteza e precisa ter cuidado com os tubarões e ouriços! Eu não trouxe prancha então acho que vou de "jacaré" mesmo!
No final do dia parei no Ahu Akapu registrar o por do sol


Aqui é tudo de uma beleza singéla, a simpatia do nativo é nata, ninguém tentando te agradar - apesar de ser uma cidade turística, parece que esse é o comportamento natural deles -, estão sendo apenas eles. Todos tentando ganhar a vida, mas um serve ao outro, um ajuda o outro, todo mundo se conhece e se respeita - isso me fez lembrar de uma música.

I see skies so blue and clouds of white
The bright blessed days, the dark sacred night
And I think to myself, what a wonderful world
The colors of the rainbow, so pretty in the sky
Are also on the faces of people going by
I see friends shaking hands, saying, "how do you do?"
They're really saying, "I love you"
What a Wonderful World - Louis Armstrong


Tocando no  Walkman


PS:
Sobre equipamento fotográfico.
Tanto o singular quanto o plural de Moai é Moai.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Amigo secreto de Páscoa da "Reparts"

Alô Alô pessoal da "casinha", a revelação do amigo secreto de Páscoa é hoje, e como não estou presente fisicamente me dou ao luxo de fazer a minha revelação online e por primeiro!

Antes, um comentário... quando fui retirar o amigo secreto, o "papelzinho" parece que rolou parar o meu lado,... fiz pensamento positivo, mas não adiantou, o nome da  única pessoa que eu não queria tirar veio parar nas minhas mãos!

Bem, fazendo a revelação... meu amigo secreto de Páscoa é a pessoa mais barraqueira da casinha, - já deu para sacar quem é -, quando tem um problema do tipo trocar vedante de torneira, tapar goteiras no telhado, tirar gambá to forro, "peitar o véio"... tudo, tudo ela resolve. Sempre muito política, sutil e delicada, a minha amigA secreta eeeeé.... a querida profa. Catia.
Foi difícil desvendar com a minha descrição né, todo mundo deve ter pesando que era o Muraro, o homem da casa, heheh.
Beijo Catia, semana que vem entrego teu presente, valerá a pena esperar uns dias e receber em atraso!

segunda-feira, 2 de abril de 2012

iorana

A ilha de Páscoa - daqui para frente vou chamar apenas de ilha - abriga uma população com uma memória cultural cheia de catástrofes, uma sociedade que aos poucos se viu segregada em castas, e lutando entre si pela sobrevivência do seu grupo e de suas crenças. O egoísmo e a alienação levaram o povo a miséria e a fome, chegando ao ponto de atos de canibalismo disfarçados em ritos religiosos.
A ilha faz parte da Polinésia oriental e está localizada no sul do Oceano Pacífico. É o local mais remoto da terra situado a 3.700 km de distância da costa oeste do Chile. Sua capital Hanga Roa é sede do aeroporto internacional Mataveri - que teve sua reforma e expansão custeada pela NASA.
O termo Rapa Nui, "ilha grande" define o idioma local, o nativo e também da nome a ilha, que também é conhecida por outros nomes tais com Te pito o te henúa "umbigo do mundo" e Mata ki te Rangi "olhos fixados no céu".
Os nativos, representados por  xxx pessoas (tenho que investigar melhor porque esse número não ficou claro para mim) - o restante da população +/- 4mil,  veio do continente - são reservados e bastante discretos, porém muito gentís quando abordados. Os mais velhos sempre tem uma história/lenda "dos tempos" para contar, as mulheres de beleza singular em grande maioria participam de grupos que resgatam sua cultura e costumes e frequentemente se apresentam na ilha.
Geologicamente existem indícios - levantados pelo antropólogo Thor Heyerdahl - de que a ilha já era habitada por volta do ano 380DC, diferente do mostrado nos livros de história.
O mesmo Thor montou uma expedição que chamou de Expedição Kon-Tiki para tentar provar que as ilhas da Polinésia podem ter sido povoadas pela América do Sul e não pela Indonésia. Na companhia de cinco tripulantes ele zarpou de Callao e em 101 dias chegou ao atol de Raroia no arquipélago das Ilhas Tuamotu, assim ele provou que os antigos americanos podem ter povoado ilhas da Polinésia. Essa história está no livro A Expedição Kon-Tiki que foi traduzido e vendido no Brasil.

Por parte dos nativos existe uma grande xenofobia aos continentais Chilenos, eles querem que a ilha seja um país independente. 


Triste é perceber que a igreja católica também andou por aqui fazendo os seus estragos - não vamos confundir a religião com a igreja.


Hoje bati perna pela ilha, percorri uns 9km com a mochila nas costas e com um calor do cão - deixei o Sul logo agora que o friositio macanudo está chegando -, conversei com um monte de gente, mas tenho que encontrar ainda o Mokomae, - tatuador da ilha - já nos "falamos" por email e agora tenho que ir lá para acertar os detalhes.
Me dei bem com a minha tatuagem moari do ombro esquerdo, já que a cultura Rapa Nui descende da cultura Polinésia. Além do mais o anjo tatuado no braço direito, "pode" fazer alusão ao "homem pássaro" da cultura Rapa Nui - daqui uns dias vou ter que falar de Jung!

Estou cansado, mas louco por um churrasco..., vou dormir um pouco e depois vou dar um pulo no "pub" que tem aqui perto e ver o que o pessoal anda aprontando por lá, quem sabe consigo programar um churrasco bem gaúcho para amanhã à noite!



Tocando no Walkman:
PS:
Na chegada, ainda no avião, quando olhei para ilha senti um clima meio que Ilha Misteriosa, se não fosse a aridez do local eu poderia dizer que  Júlio Verne  se inspirou aqui!

Sobrevoando o Pacífico

Agora estou no avião rumo à ilha - este sim é espaçoso -, ouvi dizer que logo irão servir uns "drinques", mas eu gostaria de beber um café!
Ontem a noite, Lollapalooza, tive um surto de "adolescência tardia" e "enchi as pernas de cerveja", - acho ridículo uma pessoa passada dos 30 anos agir como se tivesse 17 - meus planos eram de beber apenas Escudo, e não muitas, mas me achei com uns "hermanos da pesada" vindos da Argentina, ai tomei todas - clandestinas porque eram "contrabandeadas", não estavam vendendo no parque.

Para minha sorte ontem a tardinha, antes de sair do hostel  esqueci de fazer o pré-checking pela web, então hoje cheguei cedinho no aeroporto, e no guichê ainda "borracho y loco", conversei com a recepcionista num espanhol que logo virou uma mistura com italiano - a essa altura nem eu me entendia mais! 
A mulher me olhava com uma cara, e eu comecei a achar que não iam me deixar embarcar. Pensei, a minha mochila já está indo para o avião, eu estou aqui parado com quase 10 kg de equipamentos nas costa, está tudo girando, acho melhor fechar a boca e só acenar com a cabeça. 
Foi que no fim deu tudo certo, a mulher falava português!

Que começo de viagem, o show do Foo Fighters estava bom, mas eu não precisava ter bebido daquele jeito, se bem que não bebi muito mais do que eu costumo beber, acho o problema é a água dos Andes que eles utilizam na cerveja!
Estou deixando Bellavista, el más bohemio comuna de Santiago de Chile, mas na volta vou dar um pulo nas casas de jazz e conhecer o lado "Nova Orleans" de Santiago.

Tocando no Walkman:
Vixen - Edge Of A Broken Heart mulheres também fazem Rock! Vixen a melhor banda feminina de todos os tempos!
Cinco horas de voo, playlist de hoje grande de mais, não vai caber aqui...

Nota:
Na entrada do parque O'Higgins pisei nesse papel, lendo em português lembrei do meu amiguinho e tive que fotografar. 

domingo, 1 de abril de 2012

Matando tempo em MVD

Depois de ter ficado apenas com a "roupa do corpo" durante o embarque no aeroporto Salgado Filho - tive que tirar quase tudo para passar pelo detector de metais, estava só de calça e camiseta quando me dei por conta que as minhas botas Titã tem uma tala de metal no solado! - e de sacolejar bastante no "jatinho" da Pluna, aqui estou em Montevideo matando tempo no aeropuerto de Carrasco. Já comi um monte de porcarias e bebi muita coca-cola - nada de fermentados por enquanto, está rolando até um open bar aqui, mas melhor não exagerar, a noite ainda tem o show do Foo Fighters no Lollapalooza
Agora estou acomodado em uma cadeira "esperta" de frente para a pista, "cubando" o movimento e tenteando um cochilo, o voo para Santiago sai depois das 13h15.


PS: capaz que um norte americano otário não viria me perguntar "about the brazilian chickens", antes foi um Argentino, eles chegam para conversar, e quando me identifico como brasileiro, a primeira coisa que me perguntam é sobre as "frangas" brasileiras :S
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